Como é que o medicamento homeopático cura?

Duas crianças com a mesma otite

Vamos pensar numa criança com otites de repetição.

É um padecimento muito comum. Menos comum é encontrar uma criança com otite recorrente que, além disso, tenha insónia e uma vontade muito forte de comer azeitonas.

Este conjunto de sintomas na criança, de otite de repetição, o desejo de azeitonas, insónia e que além disto é uma criança gordinha e com tendência a ser encalorada, define um padrão dinâmico que pode ser modificado (curado) neste exemplo, com o medicamento Sulphur .

Por isto o Diagnóstico que se faz na homeopatia, além do Diagnóstico clínico, é o Diagnóstico do medicamento; daquele meio dinâmico que poderá estimular ao organismo de modo a recuperar o equilíbrio natural das funções.

Outra criança com outro padrão, como por exemplo: tendo também otites de repetição, mas sendo muito magrinha, friorenta, e com uma aversão forte ao queijo, indica neste caso específico, outro tipo de padrão que pode ser modificado com o medicamento Silicea.

Desta maneira, existem muitas combinações de sintomas que facilitam a identificação de diferentes padrões que indicam um medicamento específico e altamente individualizado.

Os sintomas são a sombra de um filtro

Se entendemos esses padrões como se fossem filtros: imaginem uma lâmpada, à volta da qual coloco uma cobertura com buracos para deixar sair fios de luz, fica um candeeiro bonito; o que vemos na parede e no tecto são os pontos de luz rodeados de sombra. A coberta actua como filtro da luz.

Da mesma maneira, os sintomas no organismo são a sombra que o filtro produz dependendo da sua forma. Os padrões de doenças são como filtros na nossa economia vital que produzem sintomas.

O medicamento homeopatico neutraliza o chamado ‘filtro’, só se o seu padrão for idêntico ao filtro – o padrão da doença – ; então ao retirar este padrão, o fluxo natural de luz (vitalidade e saúde no organismo) flui ao 100% e se recupera o organismo.

O medicamento não é quem cura

Grânulos de medicamento homeopático

O medicamento homeopatico não é o que está a curar o organismo. Actua só como uma chave dinâmica.

O que cura o organismo é a propria força vital do mesmo. Uma vez retirado o filtro que impede o fluxo natural das funções, regressa o equilíbrio e desaparecem os sintomas (sombra por causa do filtro).

O medicamento só actua como uma ajuda dinâmica. ‘Retira, ou neutraliza’ o filtro, o padrão que determina o desequilíbrio.

Permite eliminar o ‘padrão’ disfuncional e assim recuperar a função natural nos diferentes sistemas do organismo.

O que a homeopatia entende por doença

O conceito de doença na perspectiva da homeopatía, compreende os sintomas não duma forma isolada, são formas ou ~ padrões ~ clínicos os que interessa identificar e logo remover.

Entende à doença como o conjunto de manifestações clínicas na sua totalidade a formar padrões dinâmicos.

O padrão é diferente em cada pessoa, e é isso que a consulta procura. Marque uma consulta em Lisboa, Cascais ou online.

Porque é que o medicamento homeopático é tão diluído?

Há uma coisa difícil de transmitir, no ensino da homeopatia e também no diálogo com os pacientes:

O conceito do que na realidade é o medicamento homeopático.

A confusão começa no nome

Existe a ideia parcial de que o medicamento homeopático é uma diluição, e que quanto mais diluído, mais forte é o medicamento. Isto tem trazido muita confusão na compreensão da homeopatia, com consequências desastrosas na sua aceitação, sobretudo junto da ‘ciência médica’ estabelecida.

Este conceito é parcial, e errado.

O medicamento homeopático é na realidade, uma potência.

O que medimos quando falamos de potência

  • Assim quando falamos da velocidade na internet – 20 megas, 100 megas
  • e falamos da intensidade luminosa duma lâmpada – 11 watts, 30 watts
  • ou nos referimos à força do motor dum automóvel – 120 cavalos de força
  • e o ruído é medido em unidades – 20 decibels, 40 decibels

Estamos a medir potências.

Se pensamos um pouco, o que estas unidades estão a medir são frequências de movimento, são velocidade de onda; seja esta luminosa, eléctrica, acústica, de rotação…

A frequência dum estímulo de natureza diferente (como especificado acima) determina a potência específica.

De volta ao medicamento homeopático

Voltando agora ao medicamento homeopático, falamos de

Potências (não diluições) 5 C, ou 30 C, ou 1000 C.

Nos referimos aqui, à dinamização duma substância…

Imaginem uma gasosa

Garrafa de gasosa a libertar pressão ao ser aberta

Imaginem uma gasosa.

Se agitamos (dinamizamos) a garrafa duma gasosa antes de a destapar, a energia cinética das moléculas do gás carbónico dissolvido dentro do líquido aumenta (aumenta a velocidade do movimento molecular, e assim expande o espaço entre as moléculas).

No momento de a destapar, essa energia acumulada explode para poder se expandir no seu potencial não é?

Mas se vertemos agua dentro da gasosa, a explosão fica controlada devido ao facto do gás ficar mais dissolvido na maior quantidade de agua. Tem mais possibilidade de se expandir dentro da agua e não se escapar como gás na atmosfera.

Exactamente o mesmo acontece quando falamos da dinamização das potências homeopáticas.

Uma sustância é dinamizada pelo meio da trituração, da diluição e logo a sucussão (agitar numa solução) com o objectivo de aumentar a energia cinética das moléculas. Isto repete-se de maneira a conseguir e conservar dinamizações maiores = Potências.

Quando estas dinamizações (em forma líquida ou em grânulos) entram no organismo, libertam o estímulo da sua energia vital (o padrão cinético das moléculas da sustância desenvolvida) dentro do fluxo vital do organismo, dando lugar ao efeito funcional pretendido a diferentes níveis no organismo…

Falta ainda a unidade de medida

Ainda não foi acunhado o termo para definir a quantidade de energia vital que possui uma potência homeopática. Assim como ainda não foi definido o termo para designar o nível de energia que normalmente possuímos. Falamos só de vitalidade; como dizer: tenho pouca vitalidade…; ou então: hoje tenho muita energia…

Para efeitos de definição, assim como falamos de watts, ou de joules, e de megas, ou volts nas instâncias acima referidas quando definimos unidades de potência, podemos usar por agora o termo de vitum, ou vitums quando nos referimos às unidades de potência nos medicamentos homeopáticos.

A potência dum medicamento homeopático – 30 c Vitums, 200 c Vitums

Se quer perceber o que a homeopatia pode fazer no seu caso, o primeiro passo é uma conversa. Marque uma consulta.

Como é que uma dose tão pequena age no corpo todo?

Recentemente veio à consulta uma mulher com endometriose do ovário e adenomiose.

Vinha pela segunda vez.

Tinha tido certo agravamento dos seus sintomas logo no início do tratamento; depois de falar ao telefone e termos ajustado o estímulo do medicamento, os sintomas atenuaram, e nas semanas seguintes foram melhorando progressivamente.

No fim da consulta confirmámos que as dores dos ovários e o inchaço do peito, sintomas específicos da sua doença, tinham melhorado. E não só: também tinham melhorado o nível de energia, o estado de ânimo e a necessidade de comer doces. Foi então que a paciente me fez este comentário:

A pergunta que muitos pacientes fazem

É estranho para mim que uma substância que actua ao nível micro, quantidades tão pequeninas do medicamento… dissolvida esta substância activa no frasco líquido que me deu… como isso tem uma influencia integral completa ao nível hormonal, endócrino? Isso é difícil de compreender… mas fico pelo facto…

Expliquei-lhe que isso é, de facto, o mais importante a compreender na homeopatia: a palavra não é diluição, nem quantidade. O segredo não tem nada a ver com quantidades. (Ver: Porque é que o medicamento homeopático é tão diluído?)

Uma ordem dada na cozinha

Pus-lhe um exemplo: Se um cozinheiro chefe, num restaurante, anuncia que hoje irão cozinhar três pratos para um banquete, e que serão sopa, arroz e peixe no forno, os ajudantes começaram a ajudar conforme a instrução referida. Esta ordem é dada com a voz, de maneira verbal; foi ouvida, interpretada e posta logo em acção. O resultado será um banquete bem organizado.

Se no momento do cozinheiro dar a instrução da ementa, alguém começa a espirrar, ou se começa um telemóvel a tocar nesse mesmo momento, a ordem dada pelo cozinheiro pode não ficar clara e alguns dos cozinheiros poderão trocar na sua interpretação algum dos ingredientes e assim poderá causar atrasos, ou até ficar comida desperdiçada.

Isto, devido a que num nível subtil (voz – barulho, fenómeno vibratório invisível), a transmissão duma ordem verbal teve consequências no resultado da organização e no trabalho duma cozinha.

A acção vital neste cenário começa no estímulo mais subtil – a transmissão da voz do cozinheiro chefe, que estimula a mente dos cozinheiros para efectuar fisicamente um trabalho. Uma ordem vibratória subtil, que se traduz na manufactura do peixe no forno e as sopas.

O mesmo acontece no organismo

O nosso organismo vivo – o corpo, a mente e as emoções – não actua de maneira muito diferente do exemplo acima dado; as ordens que dá nossa força vital ao organismo, para efectuar ‘trabalhos’ fisiológicos, não são do tipo ‘ordem verbal’, mas sim, uma ordem dinâmica, um estímulo energético, um fluxo específico de animação vital que estimula todo o nosso organismo – corpo e mente – e assim, os ‘trabalhos’, ou seja, todas as funções fisiológicas e mentais programadas, desenvolvem as actividades apropriadas.

Por isso, se antes do tratamento na paciente mencionada, a ordem que existe no seu padrão energético é de ‘produzir endometriose’, depois do tratamento homeopático, veremos o efeito de cancelar essa ordem, apagar esse programa: desaparecem a endometriose e os seus sintomas ( com o plus de ganhar energia, melhorar o ânimo, e não precisando mais comer doces!)

O medicamento, como estímulo dinâmico, vem a equilibrar esse fluxo na ordem de trabalho no nosso organismo, e vem a tocar especificamente no ponto onde o nosso equilíbrio vital se encontra comprometido.

A ordem que o medicamento dá no nosso organismo, é da mesma qualidade da ordem do cozinheiro no dia do banquete. É um estímulo vibratório subtil – a voz no caso do exemplo do cozinheiro, e – um estímulo vibratório subtil a nosso fluxo vital, no caso do medicamento homeopático.

O resultado nas duas instâncias, será uma função organizada no nível prático – físico.

Porque é que isto importa

Frasco de medicamento homeopático com grânulos

Compreender que o nosso organismo vive, que está animado, é compreender que atrás de todo o que é o fenómeno vida, existe a força vital que a anima.

Só assim é que pode ficar claro como o medicamento pode ter uma influência integral no sistema endócrino, no nível hormonal e fazer desaparecer todos os sintomas.

Temos que reconhecer que há uma força que nos faz viver, que nos permite acordar de manhã automaticamente, que nos permite manter o corpo aquecido e a respirar sem ter que pensar nisso. Essa força vital desaparece do corpo no momento da morte. Por isso começa o corpo a desintegrar-se a partir desse momento.

A diferença entre um corpo morto e um ser vivo, é a presença (ou a ausência) da Força Vital.

É neste âmbito da chamada Força Vital que o tratamento homeopático desenvolve as suas funções.

Se anda a controlar um sintoma que volta sempre, talvez o que precise de mudar não seja o sintoma. Marque uma consulta em Lisboa, Cascais ou online.