Homeopatia na mulher: gravidez, endometriose, menopausa

Quando se fala de tratamento Homeopático eficaz, falamos de um tratamento que desenraíza a causa das doenças. Não é um tratamento que ‘disfarça’ o sintoma, ou que lhe diminui a frequência com sintomáticos. Os padrões dinâmicos de base que determinam a doença têm que ficar dissolvidos para conseguir eliminar todo tipo de conjunto de sintomas.

Ver: Porque é que adoecemos?

Padecimentos tratados com sucesso

Aqui em baixo, enumero algumas das doenças que tenho conseguido tratar nas mulheres, com sucesso, usando tratamento Homeopático:

  • Adenomiose (Endometriose uterina)
  • Candidíase – Infecções vaginais gerais
  • Cistites – Infecções urinárias recorrentes.
  • Endometriose (Proliferação do endometrio fora da cavidade uterina)
  • Gravidez, Profiláctico e curativo na
  • Infertilidade
  • Quistos ováricos
  • Tendência uterina para abortar
  • Transtornos na regularidade do ciclo menstrual e sintomas associados
  • Depressão
  • Fadiga crónica/Fibromialgia
  • Ansiedade/Pânico
  • Artrite reumatóide

Segue-se a descrição de algumas experiências específicas.

Antes de engravidar, e durante a gravidez

Gravidez. Quando uma mulher conhece o poder que têm os medicamentos homeopáticos para normalizar as funções hormonais, ou para eliminar a tendência a padecimentos crónicos, escolherá a homeopatia como a sua terapia de eleição como profiláctico antes de engravidar, ou como tratamento para conseguir manter uma gravidez quando antes não era possível, ou como tratamento durante a gravidez para ‘limpar’ o caminho para o desenvolvimento saudável do bebé em gestação.

Frequentemente, existe o receio no uso de medicamentos químicos durante a gravidez; por este motivo, a Homeopatia é uma abordagem muito apropriada e ideal, já que se consegue o efeito preventivo e curativo desejado, com o grande benefício de optimizar todas as funções na mulher e no desenvolvimento do novo ser, e tudo isto sem a preocupação de efeitos tóxicos ou colaterais.

Um caso, há mais de trinta anos

Costumo mencionar às minhas pacientes que querem engravidar, ou as que já estão grávidas, um exemplo do que aconteceu há mais de trinta anos, quando começava a praticar homeopatia no México. Atendi uma mulher da Guatemala, refugiada no México que se encontrava muito desnutrida e com muitos filhos. Chegou à minha consulta grávida da nona criança! Padecia de amigdalite recorrente, tinha azia, ciática e estava esgotada e deprimida.

Acompanhei a sua gravidez com tratamento exclusivamente homeopático os meses que restavam e não unicamente desapareceram os seus sintomas que mencionou na primeira consulta, a ciática, amigdalite, depressão, como também a expulsão do bebé no parto tinha sido muito mais fácil e rápida. Ela disse-me:

Sabe doutor, quando nasceu este filho (o nono!), veio com a mesma força na expulsão que tive no parto da primeira gravidez, e ele chorou com muita força e olhe só o seu tamanho!

Pegou na criança que trazia ao colo, e colocou-a ao lado de um outro filho que já tinha vinte meses. O tamanho de um e do outro era quase igual! Ficámos os dois muito surpreendidos da vitalidade que tinha o bebé.

E não só, ela própria sentia-se muito revigorada e feliz.

Posteriormente, ela não quis fazer mais nenhum outro tratamento para a sua família, sem ser o tratamento homeopático.

Tal como foi o caso desta mulher com muitos filhos, que se encontrava cansada e enfraquecida pude exemplificar o poder de recuperação que facilita um medicamento homeopático, existem outras instâncias em que não deixa de ser menos fascinante o efeito do medicamento.

Endometriose

Já há alguns anos, uma mulher que padecia de endometriose consultou-me. Soube por outra paciente minha do benefício do tratamento homeopático clássico. Tinha-lhe sido diagnosticada endometriose já muito desenvolvida junto com adenomiose. A ressonância magnética acusava endometriose da parte de trás do útero, sendo exuberante e irregular até nos ligamentos útero-sacros e estendia-se profundamente debaixo do peritónio ao tendão do recto. Tinham-lhe dito que teria que ser operada. Que só a cirurgia podia resolver o seu problema.

Ela queria engravidar e tinha receio que a extensa endometriose que causava muitos sintomas de inflamação, inchaço e dor não só durante o período menstrual como também ao longo do seu ciclo, podia ser motivo de infertilidade ou de causar problemas numa eventual gravidez.

Quando apareceu na minha consulta, descobri que não eram unicamente os espasmos uterinos e intestinais que a sua doença lhe trazia, como também tinha explosões de fúria que faziam que os seus sintomas abdominais agravassem. (Ver A doença geral) Investiguei em pormenor, como é característico na Consulta Homeopática, até descobrir o padrão dinâmico que condicionava o organismo e a mente dela dentro dessa patologia. Depois de começar com o tratamento, e dissolver o mencionado padrão, os sintomas foram diminuindo mês após mês até quase desaparecer depois de 6 meses. Uma ressonância posterior verificou melhoras até 80% na extensão das lesões e continuámos o tratamento por um ano. Nessa altura ela engravidou e mantendo o medicamento que lhe indiquei, levou a gravidez ao fim. Posteriormente consultei-a, dois anos depois de ter tido a sua filha quando alguns dos seus sintomas começavam a manifestar-se novamente… Tinha estado já dois anos quase sem sintomas nenhuns.

Este e outros casos que já tenho tratado com sucesso mostram claramente que os desequilíbrios hormonais que condicionam o aparecimento da endometriose e a adenomiose podem desaparecer com tratamento homeopático duma maneira suave, rápida e permanente.

Tensão pré-menstrual

Existem várias outras situações muito específicas onde o tratamento homeopático é insubstituível para a mulher; mencionarei mais algumas das que ao longo dos anos tenho conseguido curar completamente em muitas pacientes.

A conhecida TPM (tensão premenstrual), que varia em sintomas muito de mulher para mulher mas que no geral incluem dores uterinas e ováricas, dores ou inchaço do peito, transtornos digestivos ou intestinais, irritabilidade, ou ‘sensibilidade’ premenstrual, fraqueza, transtornos do apetite, transtornos do sono…

Menopausa

Os problemas que aparecem na mudança de idade, no período da menopausa, e até durante anos depois da menopausa podem ser muito incomodativos.

É devido à mudança no programa hormonal da mulher, quando termina o ciclo da periodicidade reprodutiva da biologia feminina e começa um novo equilíbrio hormonal.

No estado normal e de saúde da mulher não devem aparecer sintomas ou incómodos nenhuns nesta fase de transição, mas frequentemente devido a desequilíbrios básicos e permanentes no organismo feminino, a mudança resulta num tempo de perda de saúde, de aparecimento de várias condições que alteram a fisiologia do sono, e a insónia é frequente ser uma queixa nesta fase. Também as alterações do equilíbrio de temperatura ou afrontamentos do corpo e que frequentemente também pioram a qualidade do sono costumam ser um sintoma comum na menopausa. Transtornos depressivos costumam aparecer nesta fase também. Transtornos no metabolismo geral que pode trazer problemas reumáticos, artrites.

Todo este tipo de transtornos são muito eficazmente tratados e curados com um medicamento Homeopático apropriado.

Fetos verdes a abrir
Fotografia de Jaakko Kemppainen · Unsplash

Cistite

É muito comum as mulheres terem que levar doses recorrentes de antibióticos devido a infecções urinárias recorrentes. Este problema na mulher é muito comum. Não respeita idade, pode aparecer recorrentemente desde a infância até idades já muito avançadas.

Representa uma baixa na vitalidade e na imunidade do sistema da mulher, e devido à peculiar anatomia (uretra curta e bexiga junto do útero), existem mais motivos para ser um órgão alvo no padecimento comum.

Pode acontecer em crianças, nas jovens quando começam a ter relações sexuais, em períodos de fragilidade emocional, associada ao período menstrual, durante a gravidez, depois do parto, e como sintoma de base em doenças crónicas como diabetes. Também pode ser um sintoma crónico independente. Às vezes o problema é tão insidioso que já se definiu o termo de cistite intersticial para dar um nome a essa condição.

De qualquer maneira nesta mesma condição, a resposta ao tratamento Homeopático apropriado será sempre muito boa.

Na minha experiência, é um erro pensar que o problema está na bactéria (E. coli mais comummente), já que sempre se encontra um nível elevado de bactérias associado aos sintomas de inflamação da bexiga. A bactéria desenvolve-se porque a bexiga enfraquece e permite o desequilíbrio bacteriano normal da zona, e isto agrava os sintomas.

O que é necessário é modificar o ‘terreno’, a constituição e restabelecer o equilíbrio normal de todo o organismo e assim os sintomas desaparecem rapidamente.

Em subsequentes análises os níveis bacterianos podem não desaparecer senão depois de muitos meses, mas entretanto os sintomas desaparecem e não há mais incómodo.

O que é claro é que em todas as instâncias, existe uma fragilidade física e psíquica na mulher.

Corresponde à arte da Homeopatia investigar e encontrar o medicamento individual e específico para cada mulher no sentido de eliminar o padrão de base que causa os diferentes sintomas do padecimento.

Candidíase

A candidíase, ou no caso deste artigo, a infecção vaginal provocada por fungos, e que traz sintomas muito incómodos como são o prurido, a inflamação da mucosa vaginal e secreções esbranquiçadas, normalmente aparece devido a susceptibilidades muito específicas no organismo da mulher e agrava quando são usados antibióticos (que desequilibram o balance delicado na flora bacteriana do organismo). Também agravam devido ao consumo exagerado de certos produtos alimentares como por exemplo o açúcar. Pode ser agravada também por outro tipo de alimentos, mas não os vou mencionar já que de qualquer maneira, os alimentos não são a causa do aparecimento da candidíase, só a agravam. Usei o termo agravam deliberadamente, porque o motivo do aparecimento da candidíase, a causa da sua manifestação é a mesma que condiciona o aparecimento das cistites ou o mesmo motivo que causa os sintomas incómodos na menopausa.

Existe um transtorno de base na fisiologia normal psico-física no organismo feminino que eu chamo de padrão de doença, a susceptibilidade à doença , que condiciona o funcionamento normal do nosso organismo.

Se conseguimos eliminar esse padrão, essa susceptibilidade, com um medicamento Homeopático individual e apropriado, os sintomas das cistites, os sintomas da menopausa, ou os sintomas da candidíase desaparecem sem ter que se utilizar medicamentos químicos de nenhum tipo.

São muitas as mulheres que têm sido beneficiadas neste sentido na minha clínica quotidiana.

Infertilidade e tendência a abortar

Se partirmos deste raciocínio, tratar Homeopaticamente a Infertilidade, ou tratar a tendência do útero a provocar Abortos significa eliminar o mecanismo bioquímico em défice no nível hormonal sistémico ou no nível dos neuro-transmissores que facilitam o complexo mecanismo da gravidez. Isto é idealmente conseguido quando com um estudo pormenorizado na Consulta Homeopática, se consegue determinar a dinâmica errada que constitui o factor causal do problema.

Refiro-me com “dinâmica errada”, àquele conjunto complexo de susceptibilidades acumuladas nas funções psíquicas e físicas que permitem a fragilização do equilíbrio bioquímico no organismo e que produzem a infertilidade ou os abortos espontâneos.

A investigação disto é o propósito da consulta clássica na Homeopatia. Desta maneira, como já várias pacientes minhas têm vivenciado, desaparece a tendência a abortar quando é o caso e desaparece a infertilidade quando essa é a circunstância.

E os padecimentos que não são só femininos

Escrevi no início deste artigo, uma lista de padecimentos que tenho conseguido tratar com sucesso com Homeopatia.

Menciono também no início: Depressão, Ansiedade/Pânico, Artrite reumatóide, e Fadiga crónica/Fibromialgia.

Felizmente é um facto conseguir tratar com eficácia estes padecimentos.

Embora não sejam padecimentos exclusivos do sexo feminino, são sim muito comuns na mulher, e com muita frequência tenho conseguido curar estes padecimentos.

Não irei comentar neste artigo nada referente a eles já que não são só do foro feminino, como já mencionei, e tratarei deles noutro artigo.

Se se reviu em alguma destas situações, o primeiro passo é uma consulta em profundidade. Marque uma consulta em Lisboa, Cascais ou online.

O que acontece depois da consulta de homeopatia?

Porque é que a consulta pergunta tanto

Se já esteve na minha consulta, terá reparado numa coisa: as perguntas que faço vão muito para além da queixa principal. Abrangem aspectos diferentes, todos eles parte do bem-estar do seu organismo.

Os sintomas físicos, se foi esse o motivo da consulta, são só uma manifestação superficial dum processo mais profundo. (Ver: Porque é que adoecemos?)

Costumo dizer que é só o ‘pico do icebergue’.

Os aspectos relacionados ao nível geral de energia, a qualidade do sono e o estado de desarmonia ou a falta de paz mental, são também manifestações importantíssimas que constroem o padrão dinâmico em desequilíbrio.

Este é o meu diagnóstico.

O padrão específico que se manifesta numa combinação de características físicas e psíquicas, define o medicamento que recebeu na minha consulta.

As instruções que levou consigo

– Terá recebido a instrução de me ligar caso tenha qualquer agravamento dos seus sintomas, ou se aparecem outros sintomas.

Pode acontecer que o estímulo do medicamento esteja muito forte e tenhamos que diminuir a dose; ou pode acontecer que apareçam sintomas diferentes (uma constipação, ou sintomas antigos a reaparecer, por exemplo) e tenhamos que modificar o medicamento.

Em qualquer caso é importante não tomar outros medicamentos. Tem que me contactar.

Crises curativas e fases de limpeza

É muito importante compreender isto porque o efeito do medicamento é o de estimular a força vital do organismo.

No meio do processo, pode o organismo atravessar fases de limpeza (eliminações de qualquer tipo), ou momentos de crise curativa: sintomas antigos a voltarem. (Ver: Voltaram sintomas antigos no tratamento. É mau sinal?)

O que acontece, é que o organismo começa a activar o processo de cura; este processo faz que as funções nos diferentes níveis do organismo (a nível físico, a nível emocional, e no nível mental, assim como no nível de energia geral) ganhem equilíbrio, e assim provoca o desaparecimento rápido ou gradual dos sintomas em todos os níveis.

Nunca vi ninguém que se queixe de colite, por exemplo, que não tenha também queixas de ‘stress’ que lhe causem irritabilidade, ou ansiedade constantemente.

Assim, no processo de cura, devemos verificar que os sintomas da colite desaparecem ao mesmo tempo que a sensação de stress e a irritabilidade ou ansiedade diminuem, até desaparecerem.

Quanto tempo leva o tratamento

Dr. Gabriel Campuzano no consultório

Os padrões de doença podem ser simples ou complexos, e disto depende o tempo de cura em diferentes pessoas.

Como exemplo de algo simples:

Uma criança com amigdalite ou bronquiolite de repetição, poderá ver diminuídas ou eliminadas as crises logo no primeiro tratamento (um frasco que dura, em média, dois meses), mas deverá voltar à consulta pelo menos uma segunda vez logo que termine o primeiro frasco de tratamento se queremos acabar completamente a tendência do organismo a adoecer.

O que acontece sempre, é que nos seguintes meses (entre 6 e 12 meses) a criança poderá manifestar constipações ou tosse de muito menos intensidade, e com muito menos frequência e que responde muito rapidamente ao tratamento homeopático. Posteriormente o que acontece, como a maioria dos pais das crianças que vejo me comunicam, é que: ‘o meu filho nunca mais voltou adoecer ’…

Normalmente, os pais deverão entrar em contacto comigo caso exista alguma crise durante o tratamento. Será só questão de modificar e adaptar a dosagem para ultrapassar rapidamente a crise.

É muito importante não dar outro tipo de medicamentos à criança sem me comunicar. Na maioria das situações não é necessário dar mais nada, e se usamos outra vez antibióticos, por exemplo, só iremos atrasar o processo de cura.

Num exemplo de algo mais complicado:

Se o paciente aparece com problemas de doença crónica mais profunda como artrite reumatoide, ou com manifestações de depressão crónica de longa data, ou complexos psíquicos e físicos mais complicados, no momento da consulta ficarão claros todos os pontos em desequilíbrio.

Durante o tratamento a pessoa deverá notar a diminuição gradual e profunda dos sintomas. Poderá ser rápido o processo, ou mais lento, dependendo de alguma patologia estrutural.

Poderão existir crises curativas ou eliminações, como já foi mencionado mais acima, e o que deverá fazer, é entrar em contacto comigo se os sintomas da crise curativa forem incomodativos.

É muito importante não fazer outros tratamentos, nem recorrer à medicina convencional sem me consultar primeiro.

Como mencionado, o tratamento homeopático inicia um processo de cura, que não deve ser interrompido.

Se uma pessoa apresenta um quadro gripal dois meses depois de começar o tratamento, mas ao mesmo tempo verifica melhoria significativa na artrite, ou no estado crónico de depressão, ou no ânimo no geral, significa que o organismo passou para um nível muito menos profundo de susceptibilidade (ver: Porque é que eu fico doente e os outros não?) e está no processo de cura. Essa gripe deve ser tratada de maneira homeopática.

Se uma pessoa recorre, por exemplo, aos antibióticos, a consequência será interromper o processo curativo de eliminação, com a resultante dos sintomas da artrite ou da depressão voltarem a piorar… (ver: Voltaram sintomas antigos no tratamento. É mau sinal?)

As melhoras que uma pessoa pode ter neste tipo de situações (doenças mais profundas), são de facto muito rápidas. Muito rapidamente deverão verificar-se melhorias no ânimo, ou nos sintomas físicos, e muito rapidamente o paciente poderá começar a deixar o tratamento sintomático convencional.

A segunda consulta, e o fim do tratamento

É muito importante voltar a uma segunda consulta passados dois meses para reavaliar o grau de melhoria, verificar que o medicamento seja o correcto, e que o estímulo ao organismo seja o adequado.

Só neste momento é que se pode estabelecer um prognóstico de tempo de duração do tratamento, já que temos que apoiar o organismo até não se manifestar mais a susceptibilidade.

O medicamento será então diminuído em frequência, até não ser mais necessário.

Depois de uma pessoa ficar bem, sem sintomas, não irá precisar tomar mais medicamento; se voltarem a aparecer alguns sintomas, bastará tomar algumas doses de reforço. Desta maneira rapidamente o organismo recupera o equilíbrio.

Quando a susceptibilidade desaparece, os sintomas já não voltam. (ver: Porque é que eu fico doente e os outros não? )

Está em tratamento e tem uma dúvida sobre o que está a sentir? Fale comigo antes de mudar seja o que for. Marque uma consulta.

A doença aparece de repente, ou o corpo avisa antes?

O nosso corpo, como organismo vivo, possui uma sabedoria que antecede qualquer estudo que tenha sido feito nele.

Se queremos pensar que de facto podemos fazer qualquer coisa para curar as nossas doenças, a nossa natureza tem que ser profundamente estudada e compreendida.

Temos que entender primeiro o que é a natureza humana na sua patologia antes de querer intervir nos processos de cura. Doutra maneira não podemos modificar a nossa saúde duma maneira positiva e sábia.

O corpo tem uma linguagem, e tem lógica

O nosso organismo, como entidade natural, instintivamente se expressa com o fim de proteger a sua integridade; esta ‘ linguagem ‘ tem uma lógica definida.

O processo de adoecer manifesta uma evolução semelhante à de um discurso: tem começo, tem um desenvolvimento, e tem um resultado – aquilo que normalmente chamamos de doença (como são os termos: diabetes, eczema, enxaqueca…).

É preciso compreender a ‘ linguagem ‘ do corpo humano, em todas as suas manifestações, para poder ter uma ‘conversa’ com ele no processo de fazer um diagnóstico, decidir o tratamento, e conduzir à cura.

As doenças vão aparecendo

As doenças não aparecem dum momento para o outro, assim do pé para a mão.

Vão aparecendo.

Num caso mais agudo, o mal-estar que antecede uma virose por exemplo: a perda de apetite, a fraqueza, o desânimo, são chamados de prodromos da doença…

Num processo mais crónico, como uma gastrite ou uma colite, pode haver manifestações diversas que antecedem estas doenças mais específicas, as manifestações podem ser uma dor de cabeça por exemplo, ou a insónia que acompanha as preocupações do quotidiano.

O que o organismo andava a dizer antes da colite

Quando já se manifestou o sintoma que chamamos de doença, no nosso exemplo, a colite, o organismo já esteve a indicar, desde muito tempo antes, na sua linguagem muito específica e de muitas maneiras e com muitos sinais, que o discurso do fluxo vital está perturbado.

  • Pode ter se manifestado há tempos atrás uma aversão a algum alimento específico,
  • ou pode ter aparecido flatulência sem motivo aparente,
  • ou podem ter aparecido desejos alimentares, ou mesmo aversões, que anteriormente não estavam;
  • pode o paciente ter tido náusea recorrente nalgum momento do dia.

Também a pessoa que sofre de colite pode lembrar-se que já há algum tempo – meses ou anos até – começou a sentir mais preocupação relativamente a algum assunto específico quando anteriormente isso não existia.

Junto com isto, se calhar, começou por ter algumas perturbações do sono, como acordar frequentemente a noite ou padecer de insónia depois das 3 da manhã.

Toda esta sequência de sintomas, em todos os aparelhos e sistemas, até chegar a manifestar-se a colite, é um discurso, é um fluxo dinâmico, e são indicadores de que a função vital do organismo inteiro, já desde uma certa altura, tomou o rumo da doença..

Ler a frase completa

Espirais azuis e brancas em movimento
Fotografia de Susan Wilkinson · Unsplash

Temos que ler:

Preocupação excessiva, insónia, náusea, flatulência, aversão ao alimento específico, e colite. Nesse sentido, e nessa sequência.

É uma frase completa no dinamismo da patologia.

Tem que se compreender tudo como uma sequência, como um discurso único, num tipo de patologia específica, que se manifesta de diferentes maneiras e em diferentes áreas do organismo.

O dinamismo da doença é como se fosse uma ordem de trabalho, algo sistematizado que irá produzir no final a colite. A doença é o processo, e essa é a sua linguagem específica.

E na cura, o discurso desfaz-se

Quando ocorre um processo de cura, mas quero dizer: cura realmente, e não só alívio dos sintomas, observamos sempre que todo esse discurso, toda essa sequência desaparece, e desaparece numa certa ordem, desde o mais físico como a colite, até o mais funcional e subtil como as insónias e as preocupações. (ver Voltaram sintomas antigos no tratamento. É mau sinal?)

O mecanismo funcional dum tratamento homeopático é o que mais se assemelha aos processos naturais de cura no organismo; e é devido a isso que é tão importante conhecer em pormenor as características de cada paciente, assim como a história de cada um dos sintomas.

O médico tem que agir em sintonia com os processos de cura, assim como o organismo o faz. Isto só acontece quando conseguimos estimular a força vital de maneira a que o próprio organismo entre no ‘rumo da cura’ na sequência inversa do processo de adoecer.

A doença é um proceso, e a cura é um processo também; é o processo inverso ao de ir adoecendo.

Não é racional lutar contra sintomas só porque aparecem; isso traz desequilíbrios mais profundos. Isso é ocultar sintomas sem curar a causa.

A prática da homeopatia desenvolve uma lógica, define uma percepção que faz compreender a linguagem do organismo, de maneira a facilitar o processo de cura.

A sequência que o levou até aqui pode ser lida, e pode ser desfeita. Marque uma consulta.

O que é que uma criança herda dos pais, além dos genes?

Uma vez que um óvulo é fecundado por um espermatozóide, a informação genética contida no DNA das duas células fica combinada dentro do novo ovo, assim, programado para obedecer as leis da reprodução, este ovo começa a desenvolver as características físicas dos progenitores.

No final do processo, o resultado é uma réplica de características combinadas do pai e da mãe nos ossos, na pele, nos órgãos, nas características do nariz, do cabelo, da forma dos olhos…

E fica mais alguma coisa… também ganha os 30 ou mais anos de experiência humana, acumulada em cada uma das células do corpo dos pais até o momento da concepção.

Nesses 30 ou mais anos, cada uma das células do corpo dos pais, já conseguiu rescrever algumas linhas de evolução pessoal no seu código genético sem nos apercebermos…

A informação contida no núcleo das suas células já sofreu uma transformação evolutiva que irá condicionar, para bem ou para mal, o futuro do novo organismo que irão gerar.

O que se herda além dos genes

O casal pode ter vivido momentos de stress bastante difíceis durante a gestação do novo ser em questão. Momentos complicados por ter que mudar de casa por exemplo; ou de estarem desempregados e ficar a olhar um para o outro sem conseguir imaginar um futuro melhor. Esta trepidação emocional imprime um alerta vermelho em muitos dos parágrafos relativos ao programa de sobrevivência estipulados geneticamente já na experiência da espécie.

Estamos a falar de algo vivo, de algo dinâmico, de organismos que passamos pelo tempo a desenvolver um corpo e actividades físicas e mentais… por isso escrevo com as palavras: processo, vivo, desenvolver, transformação evolutiva.

Nos encontramos no meio dum rio da vida, no vórtice dum processo de desenvolvimento natural do universo e que chamamos de natureza. A nossa vida não é estática, continua e não pára. Este fluxo é determinado pelas leis naturais, onde a força que anima o universo também determina o nosso fluir… Assim como encontramos a força gravitacional no universo, encontramos forças magnéticas, eléctricas ou de calor na natureza. Todas essas forças têm vindo a se refinarem duma maneira sofisticada tomando formas dentro do que reconhecemos como a evolução das espécies (Ver proximamente: A origem da Força Vital)

É essa mesma força que imprime alterações no formato matricial do nosso DNA celular.

Quando o casal no exemplo que vimos acima, procria um novo ser nas circunstâncias mencionadas, todo esse formato matricial modificado e contido em forma potencial nas células do novo ser, virá a manifestar-se no momento em que o menino/a entre num stress muito específico.

O Joãozinho

Um exemplo comum na minha pratica: O Joaozinho nasceu do nosso casal aqui convidado, e em quanto dura a amamentação poderá o menino estar aparentemente bem de saúde, mas quando começa a relacionar-se com outros meninos no infantário, começa a manifestar fraqueza do sistema imunitário e sofrer de amigdalite, bronquiolite, e/ou otites de repetição. Claro que podem aparecer outros sintomas, mas este só serve como exemplo.

Mais a frente, poderemos verificar que quando o menino já mais crescido muda de escola, poderá ter dificuldade na sua readaptação, e poderá desenvolver um carácter tímido e amedrontado.

Todo este drama, estas cenas, são linhas na informação genética que ficaram para ser reproduzidas quando o palco da vida põe a prova a integridade do novo organismo.

É o novo padrão informatizado no código genético a estabelecer que o menino, fica para já susceptível às circunstâncias onde é preciso ter cintura para a mudança… (Ver: Porque é que eu fico doente e os outros não?)

O que se escreveu pode ser apagado

Bando de aves ao pôr do sol
Fotografia de Ana Paula Grimaldi · Unsplash

O mais interessante dentro deste teatro natural e vital, é que podemos apagar essa informação recentemente adquirida no menino. Podemos estimular essa força que anima o pequenote, de maneira que as sombras, os traços escuros que se evidenciam no seu desenvolvimento em forma de doença, desapareçam do mapa genético de forma permanente e que recupere o menino a capacidade de lidar com as circunstâncias e desafios naturais e normais que cada um de nós experiência.

A intervenção, se queremos reformatar o padrão de sobrevivência do menino, terá que ser necessariamente no âmbito desse fluxo vital, no âmbito da força que dá forma às coisas e que organiza a vida.

Aquilo que a vida traz, só a força da vida pode remover. Essa é uma máxima que um tratamento vitalista como a Homeopatia compreende.

Se compreendemos as circunstâncias onde a patologia foi formada no exemplo do Joãozinho acima exposto, e se conseguimos ler as características do transtorno no seu padrão de saúde normal, podemos aplicar o estímulo dum medicamento homeopático específico e individual. Certamente irá apagar essa informação em défice que foi adquirida durante o tempo da sua própria gestação. E mais, irá beneficiar o miúdo com um desenvolvimento saudável, não unicamente no nível físico, desaparecendo a tendência às infecções recorrentes, senão também terá benefício em níveis mais profundos, verificando os pais que o menino já não é tímido, e que os medos que antes tinha, desapareceram completamente.

De aqui para a frente, as mudanças na vida da criança, quaisquer que sejam, serão agora só um estímulo que fortalece o desenvolvimento saudável. Já não fica frágil perante as circunstâncias.

Leis dentro do caos

Perante um aparente caos existencial, existem leis que nos permitem trabalhar a favor da evolução.

As leis que fazem o organismo adoecer, podem fazer o organismo curar.

São as leis da força da vida. As leis da Força Vital. As leis que aplica a Homeopatia.

O que a vida escreveu, a força da vida pode reescrever. Marque uma consulta em Lisboa, Cascais ou online.

Voltaram sintomas antigos no tratamento. É mau sinal?

Relativo ao retorno dos sintomas, e o sentido da cura.

Durante o tratamento homeopático, especialmente em casos crónicos, é normal o reaparecimento de sintomas que já anteriormente a pessoa tinha tido. Especialmente sintomas que tinham desaparecido já há muitos anos.

Um rapaz com ataques de pânico

Recentemente consultou-me um rapaz devido a ter ataques de pânico. Impediam-no de fazer seja o que fosse no dia a dia: ficava todo a transpirar, com dormência nos membros, e um estado de agitação insuportável.

Depois de receber o tratamento homeopático adequado, voltou passados dois meses a dizer que tinha ficado muito melhor dos ataques de pânico; já não apareciam, ficava só um bocado agitado. No entanto, tinha ficado bastante irritável, e a reagir ‘à bruta’ – nas palavras da mulher.

Conforme fui perguntando, confirmou que antes de começar com os ataques de pânico, tinha tido um período de irritabilidade muito semelhante ao que agora se vinha a manifestar, e na sequência do padecimento, no passado, tinham aparecido os ataques de pânico.

Com a continuação do mesmo tratamento homeopático que lhe administrei, a irritabilidade foi passando e o rapaz recuperou o seu estado de saúde normal.

Porque é que os sintomas antigos voltam

A lógica disto corresponde ao facto de que, no processo da cura, mas quero dizer cura mesmo (ver: Aliviar a dor é o mesmo que curar?), o organismo entra num processo de reorganização dos aparelhos e sistemas, e naturalmente começa a desandar o caminho que o levou até o momento actual da consulta.

Duma maneira muito gráfica, se uma pessoa começou anos atrás com uma gastrite que ‘curou’ com comprimidos e calmantes, e depois desenvolveu cólon irritável que tem ‘controlado’ com comprimidos, e recentemente tem insónia e depressão, é normal que no processo de curar a depressão agora, possam voltar e reaparecer primeiro, a colite, e depois desta ter passado, reaparecer a gastrite.

Podemos entender isto no gráfico seguinte:

Esquema: gastrite, depois cólon irritável, depois insónia e depressão

No tratamento homeopático a sequência seria a seguinte:

Esquema: no tratamento a sequência desanda, da depressão de volta à gastrite

A doença desfaz-se pela ordem inversa

É importante ver que a doença crónica, qualquer que seja, se desenvolve em sequência nos diferentes aparelhos e sistemas do organismo.

Depois, quando cura, começa a desandar o processo no ordem inverso.

Isto é um processo natural quando na realidade existe cura.

Recebe o nome de Retorno dos sintomas, ou Lei de Hering na Homeopatia.

Se está em tratamento e apareceram sintomas que já não tinha há anos, fale comigo antes de mudar seja o que for. Marque uma consulta.

Aliviar a dor é o mesmo que curar?

Aliviar não é curar

Aliviar os sintomas não significa necessariamente curar.

Por exemplo, quando conseguimos libertar-nos das dores do reumatismo articular com comprimidos anti-inflamatórios, sentimos alívio. Mas isso, evidentemente, não é curar o reumatismo articular. No momento em que deixamos de tomar os medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, as dores regressam com força.

O facto de ter de tomar medicamentos de forma crónica, sem os poder suspender sem que o sofrimento volte, indica que o tratamento alivia mas não cura. O tratamento é apenas sintomático.

O reumatismo articular, seja qual for a forma ou a origem, precisa ser tratado de maneira que se possam eliminar as manifestações a curto – meio prazo.

Quando conseguimos eliminar as dores dos problemas articulares e as manifestações relacionadas, tais como: a inflamação, a limitação de movimento, e os valores alterados na química sanguínea; e ao mesmo tempo conseguimos eliminar o tratamento convencional sem que os sintomas reapareçam, então podemos pensar que existe cura.

Isto só é possível quando o tratamento ajuda ao organismo a recuperar o equilíbrio das funções que o fizeram adoecer (ver: Como é que o medicamento homeopático cura?).

O mesmo acontece nas outras doenças crónicas

Taça de cerâmica partida a ser reparada
Fotografia de Martin Baron · Unsplash

O mesmo acontece com todo tipo de doenças crónicas.

Problemas de enxaqueca, asma, problemas dermatológicos, digestivos, infecções recorrentes, estados crónicos de ansiedade ou depressão, só podem ser curados se são tratados na sua causa dinâmica (ver: Porque é que adoecemos?)

Quanto tempo leva

Voltando ao assunto dos problemas articulares, é minha experiência de muitos anos a tratar muitos pacientes com estos problemas, seja de origem reumático, auto-imune, ou mecânico, e verifico que a maioria dos pacientes têm uma evolução muito positiva, até mesmo a cura.

O processo pode ser rápido ou lento conforme o tempo de evolução e a gravidade da doença; quando o processo inflamatório é recente (de semanas até um ano mais ou menos), a cura se consegue muito rapidamente: desde poucos dias até poucas semanas.

Quando a cronicidade do processo inflamatório é muito maior (de 3 a mais de 20 anos) a cura pode levar em média um mês por cada ano de doença.

Mais isto não quer dizer que levará 20 meses para sentir melhoras! Quer dizer que precisa o apoio do medicamento homeopático (ver: O efeito do medicamento homeopático ) com regularidade decrescente até 20 meses. De facto mesmo nos casos crónicos, as melhoras obtidas são muito rápidas, podendo os pacientes reduzir e até eliminar os tratamentos anti – inflamatórios nas primeiras semanas.

A definição de cura

Curar é devolver ao organismo a capacidade de funcionar em equilíbrio como estava antes de adoecer.

Isto só se consegue se somos capazes de estimular a força vital do nosso organismo para ultrapassar a susceptibilidade que o fez adoecer. (Ver: Porque é que eu fico doente e os outros não?)

A cura então por definição, significa eliminar a susceptibilidade à doença.

Desta maneira os sintomas não têm razão para aparecer mais.

Há vários aspectos mais a considerar quando se fala de curar (Ver brevemente: Outros aspectos da cura)

Se toma medicação há anos para um problema que nunca passa, vale a pena olhar para a causa. Marque uma consulta.

Porque é que eu fico doente e os outros não?

Frases que dizemos sem pensar

Alguma vez parou para pensar no que significa dizer:

  • Mal apanho um pouco de frio, e fico com sinusite, ou
  • mal muda o tempo, aparecem as constipações, a gripe, ou os problemas reumáticos agravam.
  • Também observamos que muita gente diz, é só ficar nervoso, e começo com enxaquecas, ou com problemas nos intestinos.
  • Da mesma maneira outras pessoas atribuem ao stress, ou à pressão do trabalho, o mesmo às preocupações, o facto de ficarem com insónias ou até depressão.

O factor externo não explica tudo

Aparentemente, existe sempre um factor externo que nos faz ficar doentes.

Na realidade, todo o tipo de factores no ambiente que nos rodeia, os alimentos que ingerimos, os relacionamentos que temos com a nossa família, com os amigos e colegas de trabalho, constituem circunstâncias que exigem algum tipo de interacção; quando não conseguimos nos adaptar a estas circunstancias ou aos desafios psíquicos ou emocionais do nosso quotidiano, estes estímulos a nossa volta desencadeiam desequilíbrios no nosso organismo que podem manifestar-se como sintomas.

Esta falta de adaptação ou desadaptação ao fluxo natural do ambiente que nos rodeia é o que chamo de susceptibilidade.

Por tanto, a susceptibilidade, em termos médicos, é um condicionamento às funções naturais e normais do nosso organismo psíquico ou físico.

Constitui um padrão de resposta deficiente, ou errado, ou desadaptado que faz funcionar o nosso organismo de maneira errada.

O que é preciso curar

Daqui resulta que o que é importante curar, é fundamentalmente a susceptibilidade.

Esse condicionamento provoca que o organismo comece a manifestar sintomas nos diferentes níveis da vitalidade do nosso organismo: físico, mental, emocional.

Temos que modificar esse condicionamento que o nosso organismo padece. Temos que eliminar esse padrão de resposta deficiente que faz reagir o nosso organismo de maneira errada perante situações de vida que até podem ser normais.

É impressionante testemunhar uma pessoa que tendo sido intolerante a certos alimentos, agora diz que já pode comer fruta, ou pão, ou ovos, ou qualquer outro alimento específico, sem lhe provocar diarreias, alergias, ou problemas da pele. Isto acontece quando conseguimos modificar o condicionamento de base no organismo doente.

De igual maneira resulta muito satisfatório ouvir uma paciente dizer que consegue agora lidar com o stress da família, ou com o stress do trabalho, sem desenvolver enxaquecas ou ficar deprimida. O padrão de resposta desadaptado foi eliminado.

Os pacientes que seguem um tratamento que cura a susceptibilidade à doença, deixam de ficar constipados com qualquer exposição ao frio.

De onde vem a susceptibilidade

Folha seca vista em macro
Fotografia de Adam Bouse · Unsplash

Esta susceptibilidade à doença, ou condicionamento às funções naturais do nosso organismo, é herdada em parte e em parte adquirida. São os chamados padrões hereditários, os padrões genéticos que ficam activos. São programas que começam a funcionar em diferentes momentos do nosso desenvolvimento.

Estes programas, estes padrões, são activados pelos diferentes factores como já mencionei no início do artigo. (Ver: O que é que uma criança herda dos pais, além dos genes?)

Uma vez que o organismo começa a manifestar sintomas temos que ter a clareza de que o nosso organismo começou a manifestar uma luta para se adaptar.

Depende do nível de vitalidade que o organismo tenha, e depende do profundo da susceptibilidade à doença (programas genéticos latentes) o organismo poderá ou não sair sozinho da fase de ‘doença’ com medidas de repouso, dieta e outras medidas. Se não consegue, o organismo começa a manifestar sintomas crónicos que a medicina convencional costuma denominar com diagnósticos clínicos, como artrite reumatóide, asma, depressão, enxaqueca etc.

A doença não é o diagnóstico

A doença não são os diagnósticos, ou nomes que recebem os conjuntos de sintomas; a doença na realidade, é a susceptibilidade, é o padrão condicionante; é aquele que permite que perante um factor desencadeante, os sintomas apareçam.

O que deve ser tratado então é esta mesma susceptibilidade.

Para curar um organismo na realidade, temos que eliminar a causa da doença, o factor que permite que se manifestem os sintomas.

É difícil encontrar sintomas num organismo quando esta na sua plenitude de funções e sem obstrução nas suas manifestações vitais.

Temos então que devolver esta plenitude funcional do organismo e permitir as suas manifestações vitais se desenvolver sem obstruções, só assim é que podemos dizer que curamos.

Este é o papel da Homeopatia.

Quando a susceptibilidade desaparece, os sintomas deixam de ter motivo para voltar. Marque uma consulta em Lisboa, Cascais ou online.

Porque é que adoecemos?

Naturalmente ninguém quer ficar doente. Olhamos para as doenças como algo que antagoniza com o nosso organismo, com a nossa vida. As doenças são algo que consideramos como o inimigo que tem de ser erradicado, apagado, esquecido. E é natural que assim seja. O que chamamos doença são os sintomas que nos incomodam: dores, inflamações, alterações do apetite, do sono, da sexualidade, estados de ânimo negativos, alergias, limitações funcionais. Tudo isso traz sofrimento. E com o sofrimento é difícil lidar: preferimos lutar contra ele, ou fazer qualquer coisa para o apagar.

Se não pudéssemos adoecer, não sobrevivíamos

O que não vemos é que se não tivéssemos a capacidade de adoecer, não conseguíamos de facto sobreviver; se uma criança não sentisse o sofrimento da fome, não choraria; se não aprendesse que o calor pode queimar, não retirava a mão duma superfície quente imediatamente; se não sentíssemos dor cada vez que nos magoamos, a nossa integridade física estaria comprometida…

Os sintomas no geral são manifestações naturais e normais do nosso organismo que expressa uma tentativa de recuperar o equilíbrio fisiológico, psíquico, ou emocional que por algum motivo se encontra comprometido.

Visto desta maneira, a doença não é um inimigo, os sintomas são um sinal de alerta a nos chamar a atenção para algo tão importante dentro da nossa vida, como é o equilíbrio do nosso relacionamento com o nosso entorno, com tudo o que nos rodeia; desde o mais básico como é a nossa relação com o nosso corpo, com os alimentos, com a temperatura ou com o meio ambiente, até com os aspectos mais complexos e mais humanos como são o nosso relacionamento psíquico e emocional com nós próprios, com os nossos seres queridos, e com a sociedade onde nos desenvolvemos e onde desenvolvemos as nossas actividades mais significativas.

Manter o equilíbrio não é fácil

Mar sob tempestade
Fotografia de Trevor McKinnon · Unsplash

Não é fácil manter equilíbrio físico, mental e emocional na nossa vida. Temos que desenvolver consciência clara dos diferentes aspectos que integram o nosso desenvolvimento como seres humanos que progredimos para atingir maturidade física, mental e espiritual; mas como já vimos, o processo de desenvolver consciência clara das coisas pode doer, pode trazer sofrimento, e é ali que o nosso sistema natural de defesa, o dinamismo sábio integrado no nosso organismo, joga um papel inelutável: ou vai, ou racha.

Quando racha aparecem os sintomas. Quando o mecanismo de defesa do nosso organismo não consegue adaptar-se ao fluxo dos acontecimentos da nossa existência física ou psíquica, começa a trazer disfunções como podem ser por exemplo, uma dor de garganta quando ficamos muito no frio, ou uma dor de cabeça quando ficamos sob stress, ou poderá aparecer irritabilidade, ansiedade ou até depressão quando perdemos o equilíbrio no desenvolvimento do nosso ser mais interno.

Então, é o mecanismo natural de defesa do nosso organismo quem nos traz a possibilidade de encontrar o centro, o equilíbrio do nosso desenvolvimento integral físico, mental e emocional quando nos indica com uma variedade infinita de sintomas que algo está fora de função, que algo não esta bem no nosso organismo, e que é o nosso dever ouvir tal sabedoria natural, e ajudar em sincronia o esforço que o nosso organismo faz para tentar recuperar o equilíbrio.

Em resumo

Em resumo, adoecemos porque estamos vivos e precisamos manter-nos vivos. A doença é parte do processo natural de desenvolvimento do modelo biológico que somos. A doença não é o inimigo, de facto, a doença é o nosso melhor aliado no processo de crescer física, mental e espiritualmente. Se queremos actuar medicamente em sintonia com o sistema natural de defesa do organismo, temos que compreender o dinamismo que cria os sintomas, e actuar de maneira semelhante a esse esforço.

Quando o esforço médico que usamos para tentar curar, é semelhante ao esforço do mecanismo vital de defesa do organismo, estamos então a praticar Homeopatia.

Se os sintomas voltam sempre, é sinal de que há algo de fundo por tratar. Marque uma consulta.

Como é que o medicamento homeopático cura?

Duas crianças com a mesma otite

Vamos pensar numa criança com otites de repetição.

É um padecimento muito comum. Menos comum é encontrar uma criança com otite recorrente que, além disso, tenha insónia e uma vontade muito forte de comer azeitonas.

Este conjunto de sintomas na criança, de otite de repetição, o desejo de azeitonas, insónia e que além disto é uma criança gordinha e com tendência a ser encalorada, define um padrão dinâmico que pode ser modificado (curado) neste exemplo, com o medicamento Sulphur .

Por isto o Diagnóstico que se faz na homeopatia, além do Diagnóstico clínico, é o Diagnóstico do medicamento; daquele meio dinâmico que poderá estimular ao organismo de modo a recuperar o equilíbrio natural das funções.

Outra criança com outro padrão, como por exemplo: tendo também otites de repetição, mas sendo muito magrinha, friorenta, e com uma aversão forte ao queijo, indica neste caso específico, outro tipo de padrão que pode ser modificado com o medicamento Silicea.

Desta maneira, existem muitas combinações de sintomas que facilitam a identificação de diferentes padrões que indicam um medicamento específico e altamente individualizado.

Os sintomas são a sombra de um filtro

Se entendemos esses padrões como se fossem filtros: imaginem uma lâmpada, à volta da qual coloco uma cobertura com buracos para deixar sair fios de luz, fica um candeeiro bonito; o que vemos na parede e no tecto são os pontos de luz rodeados de sombra. A coberta actua como filtro da luz.

Da mesma maneira, os sintomas no organismo são a sombra que o filtro produz dependendo da sua forma. Os padrões de doenças são como filtros na nossa economia vital que produzem sintomas.

O medicamento homeopatico neutraliza o chamado ‘filtro’, só se o seu padrão for idêntico ao filtro – o padrão da doença – ; então ao retirar este padrão, o fluxo natural de luz (vitalidade e saúde no organismo) flui ao 100% e se recupera o organismo.

O medicamento não é quem cura

Grânulos de medicamento homeopático

O medicamento homeopatico não é o que está a curar o organismo. Actua só como uma chave dinâmica.

O que cura o organismo é a propria força vital do mesmo. Uma vez retirado o filtro que impede o fluxo natural das funções, regressa o equilíbrio e desaparecem os sintomas (sombra por causa do filtro).

O medicamento só actua como uma ajuda dinâmica. ‘Retira, ou neutraliza’ o filtro, o padrão que determina o desequilíbrio.

Permite eliminar o ‘padrão’ disfuncional e assim recuperar a função natural nos diferentes sistemas do organismo.

O que a homeopatia entende por doença

O conceito de doença na perspectiva da homeopatía, compreende os sintomas não duma forma isolada, são formas ou ~ padrões ~ clínicos os que interessa identificar e logo remover.

Entende à doença como o conjunto de manifestações clínicas na sua totalidade a formar padrões dinâmicos.

O padrão é diferente em cada pessoa, e é isso que a consulta procura. Marque uma consulta em Lisboa, Cascais ou online.

Porque é que o medicamento homeopático é tão diluído?

Há uma coisa difícil de transmitir, no ensino da homeopatia e também no diálogo com os pacientes:

O conceito do que na realidade é o medicamento homeopático.

A confusão começa no nome

Existe a ideia parcial de que o medicamento homeopático é uma diluição, e que quanto mais diluído, mais forte é o medicamento. Isto tem trazido muita confusão na compreensão da homeopatia, com consequências desastrosas na sua aceitação, sobretudo junto da ‘ciência médica’ estabelecida.

Este conceito é parcial, e errado.

O medicamento homeopático é na realidade, uma potência.

O que medimos quando falamos de potência

  • Assim quando falamos da velocidade na internet – 20 megas, 100 megas
  • e falamos da intensidade luminosa duma lâmpada – 11 watts, 30 watts
  • ou nos referimos à força do motor dum automóvel – 120 cavalos de força
  • e o ruído é medido em unidades – 20 decibels, 40 decibels

Estamos a medir potências.

Se pensamos um pouco, o que estas unidades estão a medir são frequências de movimento, são velocidade de onda; seja esta luminosa, eléctrica, acústica, de rotação…

A frequência dum estímulo de natureza diferente (como especificado acima) determina a potência específica.

De volta ao medicamento homeopático

Voltando agora ao medicamento homeopático, falamos de

Potências (não diluições) 5 C, ou 30 C, ou 1000 C.

Nos referimos aqui, à dinamização duma substância…

Imaginem uma gasosa

Garrafa de gasosa a libertar pressão ao ser aberta

Imaginem uma gasosa.

Se agitamos (dinamizamos) a garrafa duma gasosa antes de a destapar, a energia cinética das moléculas do gás carbónico dissolvido dentro do líquido aumenta (aumenta a velocidade do movimento molecular, e assim expande o espaço entre as moléculas).

No momento de a destapar, essa energia acumulada explode para poder se expandir no seu potencial não é?

Mas se vertemos agua dentro da gasosa, a explosão fica controlada devido ao facto do gás ficar mais dissolvido na maior quantidade de agua. Tem mais possibilidade de se expandir dentro da agua e não se escapar como gás na atmosfera.

Exactamente o mesmo acontece quando falamos da dinamização das potências homeopáticas.

Uma sustância é dinamizada pelo meio da trituração, da diluição e logo a sucussão (agitar numa solução) com o objectivo de aumentar a energia cinética das moléculas. Isto repete-se de maneira a conseguir e conservar dinamizações maiores = Potências.

Quando estas dinamizações (em forma líquida ou em grânulos) entram no organismo, libertam o estímulo da sua energia vital (o padrão cinético das moléculas da sustância desenvolvida) dentro do fluxo vital do organismo, dando lugar ao efeito funcional pretendido a diferentes níveis no organismo…

Falta ainda a unidade de medida

Ainda não foi acunhado o termo para definir a quantidade de energia vital que possui uma potência homeopática. Assim como ainda não foi definido o termo para designar o nível de energia que normalmente possuímos. Falamos só de vitalidade; como dizer: tenho pouca vitalidade…; ou então: hoje tenho muita energia…

Para efeitos de definição, assim como falamos de watts, ou de joules, e de megas, ou volts nas instâncias acima referidas quando definimos unidades de potência, podemos usar por agora o termo de vitum, ou vitums quando nos referimos às unidades de potência nos medicamentos homeopáticos.

A potência dum medicamento homeopático – 30 c Vitums, 200 c Vitums

Se quer perceber o que a homeopatia pode fazer no seu caso, o primeiro passo é uma conversa. Marque uma consulta.