A susceptibilidade à doença.

Alguma vez parou para pensar no que significa dizer:

Mal apanho um pouco de frio, e fico com sinusite, ou
–  mal muda o tempo, aparecem as constipações, a gripe, ou os problemas reumáticos agravam.
– Também observamos que muita gente diz, é só ficar nervoso, e começo com enxaquecas, ou com  problemas nos intestinos.
– Da mesma maneira outras pessoas atribuem ao stress, ou à pressão do trabalho, o mesmo às preocupações, o facto de ficarem com insónias ou até depressão.

Aparentemente, existe sempre um factor externo que nos faz ficar doentes.

Na realidade, todo tipo de factores no ambiente que nos rodeia, os alimentos que ingerimos, os relacionamentos que temos com a nossa família, com os amigos e colegas de trabalho, constituem circunstâncias que exigem algum tipo de interacção; quando não conseguimos nos adaptar a estas circunstancias ou aos desafios psíquicos ou emocionais do nosso quotidiano, estes estímulos a nossa volta desencadeiam desequilíbrios no nosso organismo que podem manifestar-se como sintomas.

       Esta falta de adaptação ou desadaptação ao fluxo natural do ambiente  que nos  rodeia  é  o que chamo de susceptibilidade.

Por tanto, a susceptibilidade, em termos médicos, é um condicionamento às funções naturais e normais do nosso organismo psíquico ou físico.

Constitui um padrão de resposta deficiente, ou errado, ou desadaptado que faz funcionar o nosso organismo de maneira errada.

Disto se desprende que o que é importante curar, é fundamentalmente a susceptibilidade.

Esse condicionamento provoca que o organismo comece a manifestar sintomas nos diferentes níveis da vitalidade do nosso organismo:  físico, mental, emocional.

Temos que modificar esse condicionamento que o nosso organismo padece.  Temos que eliminar esse padrão de resposta deficiente que faz reagir o nosso organismo de maneira errada perante situações de vida que até podem ser normais.

É impressionante testemunhar uma pessoa que tendo sido intolerante a certos alimentos, agora diz que já pode comer fruta, ou pão, ou ovos, ou qualquer outro alimento específico, sem lhe provocar diarreias, alergias, ou problemas da pele.  Isto acontece quando conseguimos modificar o condicionamento de base no organismo doente.

De igual maneira resulta muito satisfatório ouvir uma paciente dizer que consegue agora lidar com o stress da família, ou com o stress do trabalho, sem desenvolver enxaquecas ou ficar deprimida.  O padrão de resposta desadaptado foi eliminado.

Os pacientes que seguem um tratamento que cura a susceptibilidade à doença, deixam de ficar constipados com qualquer exposição ao frio.

Esta susceptibilidade à doença, ou condicionamento às funções naturais do nosso organismo, é herdada em parte e em parte adquirida.  São os chamados padrões hereditários, os padrões genéticos que ficam activos. São  programas que começam a funcionar  em diferentes momentos do nosso desenvolvimento.
Estes programas, estes padrões, são activados pelos diferentes factores como já mencionei no início do artigo. (Ver: A Vida, Caos organizado)
Uma vez que o organismo começa a manifestar sintomas temos que ter a clareza de que o nosso organismo começou a manifestar uma luta para se adaptar.
Depende do nível de vitalidade que o organismo tenha, e depende do profundo da susceptibilidade à doença (programas genéticos latentes) poderá ou não sair sozinho da fase de ‘doença’ com medidas de repouso, dieta e outras medidas.  Se não consegue, o organismo começa a manifestar sintomas crónicos que a medicina convencional costuma denominar com diagnósticos clínicos, como artrite reumatóide, asma, depressão, enxaqueca etc.

A doença não são os diagnósticos, ou nomes que recebem os conjuntos de sintomas; a doença na realidade, é a susceptibilidade, é o padrão condicionante; é aquele que permite que perante um factor desencadeante, os sintomas apareçam.

      O que deve ser tratado então é esta mesma susceptibilidade.

Para curar um organismo na realidade, temos que eliminar a causa da doença, o factor que permite que se manifestem os sintomas.

Num organismo na sua plenitude de funções, sem obstruções nas suas manifestações vitais, é difícil encontrar sintomas.
Temos então que devolver a plenitude de funções ao organismo, e permitir que a suas manifestações vitais se desenvolvam sem obstruções, só assim é que podemos dizer que curamos.